domingo, 17 de maio de 2015

RISCOS DA DOENÇA RENAL

Risco de sofrer de doenças renais crónicas aumenta nas condições seguintes:



  • Se o indivíduo tem diabetes
  •  Se o indivíduo sofrer de pressão arterial alta Se houver Idade obesidade está mais de 50 anos existe uma história familiar positiva de doenças renais crônicas Fumar


Doenças que afetam os rins:

  • Nefrite diabetes, ou inflamação da unidade funcional dos rins arterial elevada pressão doenças de rim que são hereditárias, como a doença renal policística Refluxo da urina da bexiga, resultando na formação de cicatrizes nos rins.


Como as pressões sanguíneas elevadas danificar os rins?

Hipertensão, ou pressão sanguínea elevada, refere-se a uma pressão aumentada presente nas artérias. Se não tratada, a pressão arterial elevada pode levar a danos permanentes aos rins. A pressão arterial elevada colocar uma pressão sobre as artérias presentes em todo o corpo de suporte do sangue, bem como o coração. Em um descontroladas pressões sanguíneas elevadas, os vasos sanguíneos são danificadas, especialmente as artérias muito pequenas. Este resultado em um suprimento de sangue comprometido para os órgãos internos, como os rins, fígado, estômago, etc cérebro poderia haver rins doenças, ataque cardíaco, derrame, ou mesmo a perda permanente da visão.

Não há uma causa exata da pressão arterial elevada. No entanto, o risco aumenta drasticamente com o aumento da idade, bem como, uma história familiar positiva de pressão sanguínea elevada. A pressão arterial elevada também ocorre em uma condição conhecida como estenose da artéria renal. Estenose da artéria renal ocorre quando a artéria que transporta sangue dos rins é permanentemente estreitaram. Doenças renais também causar pressões sanguíneas elevadas, pois, de uma hormona produzida pelo rim, que é conhecida como a renina. A renina é uma hormona responsável por controlar a pressão sanguínea normal. Doença renal interrompe a liberação normal desse hormônio que resulta em pressão arterial elevada.

A pressão arterial elevada pode ser facilmente controlada através da utilização de uma grande variedade de drogas de prescrição que são eficazes para controlar a pressão arterial.

Os sintomas da doença renal

A doença renal é geralmente conhecido por ser uma doença silenciosa. No entanto é muitas vezes produz alguns sinais e sintomas que incluem:

Mudanças na freqüência de urina alterações na quantidade de urina, especialmente à noite presente Sangue na urina Edema urina espuma, que se refere ao inchaço ao redor dos olhos e dor nos tornozelos na parte de trás queima micção disúria, ou dor ao urinar

Mudanças de estilo de vida pode manter seus rins saudáveis

Há muitas mudanças de estilo de vida saudáveis que podem prevenir doenças renais. Estes incluem:

Aumentar a ingestão de frutas e vegetais frescos. Adicionando carne magra na sua dieta. Tome menor salgado alimentos beber mais água Manter um peso saudável Evite fumo e álcool. Verifique regularmente a sua pressão arterial Reduzir os níveis de stress.

REFERENCIA:
http://www.medicinanet.com.br/m/conteudos/acp-medicine/5212/abordagem_da_doenca_renal_cronica_%E2%80%93_biff_f_palmer_michael_k_hise.htm

domingo, 10 de maio de 2015

Diálise e exercício

Vamos falar um pouco sobre os pacientes que realizam diálise e algumas vantagens de se realizar exercício físico.Primeiramente:
  • O que é a diálise?
A diálise é um   processo artificial que substitui as funções dos rins. É utilizado quando o paciente apresenta insuficiência renal grave.  Existem dois tipos de diálise: hemodiálise e diálise peritoneal. 
  • Hemodiálise
 Remove o  sangue do corpo e filtrando-o em uma máquina.  O paciente está ligado por um tubo  que leva seu sangue até a  máquinas de diálise.  A máquina remove o excesso de água e toxinas do organismo   e, em seguida, retorna o sangue de volta ao paciente.  Hemodiálise deve ser realizada de 3 a 4 horas, pelo menos, três vezes por semana.  É normalmente realizada em um centro diálise, embora hemodiálise em casa também é possível.
  • Diálise peritoneal 
 É um processo que  utiliza  uma solução  líquida de limpeza do sangue  chamada "dialisato".  Esse líquido é  injetado na cavidade peritoneal, a região do abdome que é envolvida pelo peritônio.  Enquanto na cavidade peritoneal, o dialisato   extrai toxinas e excesso de líquido, do sangue.  Após um período de tempo, a solução é então drenada da cavidade abdominal.  Diálise peritoneal pode ser feito durante o dia ou à noite.  Diálise peritoneal ambulatorial contínua (DPAC) é o nome dado a este procedimento, quando é realizada em intervalos de cinco horas, quatro vezes por dia.


O insuficiente renal quando inicia diálise geralmente abandona muitas das atividades que fazia anteriormente. Isto acontece porque a diálise vem mudar a vida da pessoa, e provoca alterações a nível psicológico, familiar, social e de trabalho que se vêm juntar aos condicionalismos impostos pela própria doença (anemia, perda de forças, hipertensão, medicação, etc.). Tudo isto faz com que o insuficiente renal sinta a sua vitalidade reduzida, se sinta deprimido e tenha tendência a levar uma vida sedentária. O Insuficiente Renal deve lutar por uma vida que deve ser tanto quanto possível o mais próximo do normal.Diante disso surgem várias dúvidas à respeito da realização da atividade física nesses pacientes como:

Posso Fazer Exercício Físico Regular?
Pode e deve fazer exercício físico regular. Se já praticava desporto, deve continuar a fazê-lo, e se não o fazia deve iniciar.

É importante fazer Exercício Físico?
O exercício físico faz bem à generalidade das pessoas, quer sejam saudáveis ou Insuficientes renais.

Quais os Benefícios do Exercício Físico regular?
O exercício físico traz muitos benefícios, como sejam:

  • melhora a função do coração e diminuiu os sintomas de angina
  • diminuiu a tensão arterial nos hipertensos
  • reduz a gordura no sangue ( trigliceridios ) e protege o coração e os vasos da aterosclerose
  • melhora o funcionamento muscular
  • melhora a anemia e a vida dos glóbulos vermelhos
  • melhora o estado psicológico em geral
Uma atividade física regular melhora a capacidade de trabalho, a sensação de bem estar e os sentimentos de depressão e ansiedade. Uma atividade física regular previne doença cardiovascular e reduz a medicação.

O que deve fazer antes de iniciar um Programa de Exercício Físico Regular?
Antes de começar um programa de exercício regular há alguns aspectos que devem ser vistos. Assim:

  • deve-se andar bem dialisado
  • o insuficiente renal deve assegurar uma dieta com uma dose adequada de proteínas ( peixe, carne, leite, ovos )
  • deve-se aumentar o menos possível entre as diálises, porque grandes aumentos vão dificultar a capacidade de exercício por sobrecarregar o coração
  • a tensão arterial deve andar controlada
  • o insuficiente renal deve fazer exame médico para verificar que não há sofrimento cardíaco, ocular ou qualquer outra alteração que condicione ou impeça o exercício físico que está a pensar fazer.

Há algum cuidado especial?
Há. Todo o insuficiente renal que inicia uma atividade física regular deve ter cuidado com o potássio. O potássio antes da diálise deve ser inferior a 6. O exercício físico geralmente faz subir um pouco o potássio, pelo que se o potássio andar alto, esta subida pode ser perigosa.

Que Desporto devo praticar?
Deve-se evitar os desportos com contacto físico e de esforço violento. São preferíveis a natação, atletismo, ciclismo, tênis ,dança aeróbica e o voleibol.

Escolha um tipo de exercício em que tenha de mexer grandes grupos musculares continuamente. Assegure-se que o exercício que escolher é conveniente e agradável para si. Se tiver dores articulares, talvez seja melhor procurar fazer natação, uma vez que a natação não provoca tanta tensão sobre as articulações como os outros tipos de desporto.

Qual a frequência do Exercício?
O exercício deve ser feito em dias alternados, por exemplo segundas, quartas e sextas feiras. Planeie fazer exercício 3 a 4 vezes por semana, e se conseguir ótimo. Se não conseguir, faça 2 vezes por semana e ainda pode gozar dos seus benefícios.

Quanto tempo deve durar a sessão?
O exercício deve durar cerca de 30 minutos, mas não se preocupe se ao começar a fazer exercício não conseguir passar dos 5 ou 10 minutos. Comece com o tempo que lhe é mais confortável, e vá aumentando gradualmente.
Não há nada de mágico nos 30 minutos. Se se sentir bem a caminhar 45 ou 60 minutos, faça-o sem problemas. Quando se começa um programa de exercício, um curto passeio duas vezes por dia pode ajudar. Para controlar o peso, uma longa caminhada de 60 minutos será mais útil.

Que esforço posso fazer durante o Exercício?
Isto é um assunto difícil, mas algumas ideias podem ser úteis:

A respiração não deve ser difícil de modo que o impeça de falar com alguém que o acompanhe. Tente arranjar um parceiro, como um elemento de família ou amigo, para o acompanhar no exercício.
Deve sentir-se completamente normal na sua hora de exercício. Se não, reduza o esforço da próxima vez.
Não deve sentir dores musculares de tal modo fortes que o impeça de fazer exercício no dia seguinte.
A intensidade deve ser de um nível de “esforço confortável”.
Comece lentamente cada sessão de exercício para aquecer, depois apanhe o seu passo, e reduza novamente quando estiver prestes a acabar.
Quando devo fazer Exercício?
Tente programar o exercício no seu dia normal. Eis algumas ideias para o fazer:

Aguarde uma hora após uma grande refeição
Evite o período muito quente do dia
A manhã ou o fim de tarde são as melhores alturas para o exercício
Não faça exercício uma hora antes de se deitar.
Quando devo parar de fazer Exercício?
Há alturas durante o exercício em que pode ser necessário parar, e você deve saber quando fazê-lo.
Pare o exercício sempre que:

Se se sentir cansado
Se tiver dificuldade em respirar
Se sentir dor no peito
Se sentir o coração a bater descompassadamente e muito rápido
Se se sentir enjoada
Se tiver caimbras
Se se sentir tonto
Há alguma altura em que não deva fazer Exercício?
Há! Não deve praticar exercício sempre que:

Esteja com febre
Tenha mudado a sua sessão de diálise
Tenha alterado a sua medicação
A sua condição física se tenha alterado
Se estiver sob grande tensão emocional
Se tiver comido em demasia
Se o tempo estiver demasiado quente ou úmido
Se tiver problemas articulares ou ósseos que piorem com o exercício.
Quando não se deve fazer Exercício Físico Regular?
O exercício físico regular (desporto) é desaconselhável em alguns insuficientes renais como aqueles que têm angina de peito de difícil controle ou enfarte recente, hipertensão não controlada, etc. Antes de iniciar uma atividade física deve falar com o seu médico.

E os Insuficientes Renais Idosos, aqueles com problemas Cardiacos e Ósseos?
Estas pessoas apesar de não poderem fazer um exercício físico intenso devem evitar a vida sedentária e a imobilização. Eles devem dar passeios a pé sempre que possam. Aqueles que estão dependentes de outrem, devem dar pequenos passeios com ajuda.

O Exercício Físico tem benefícios psicológicos?
Tem. Os efeitos psicológicos do exercício físico são importantes. As pessoas que fazem exercício físico são menos deprimidas, e são mais capazes de fazer coisas por si, e sentem-se melhor com elas próprias. Com o exercício, torna-se mais fácil fazer o trabalho do dia-a-dia, e ainda ficar com alguma energia extra para gozar outras atividades.

Risco de Doença Cardiovascular
O insuficiente renal é uma pessoa em risco de doença cardiovascular. A falta de rim provoca muitas alterações, e algumas delas são prejudiciais para o coração e vasos. A hipertensão arterial, a anemia, o aumento exagerado de peso entre as diálises, o potássio em excesso e as alterações no cálcio e fósforo são tudo fatores que prejudicam o coração e os vasos, e os vão lesando ao longo dos anos.

O que deve fazer?

  • A hipertensão deve estar bem controlada com a diálise e se necessário com a medicação.
  • A anemia é corrigível com a eritropoietina e não deve ser um problema importante.
  • O aumento de peso entre as diálises deve ser sempre que possível inferior a 3 Kg.
  • A dieta deve ser equilibrada, conter uma dose adequada de proteínas e ter em atenção os alimentos ricos em potássio e fósforo.
  • O cálcio e o fósforo são relativamente fáceis de controlar desde que se cumpra as orientações da dieta e medicação.
  • Se fumar deve deixar de fazê-lo.
Faça exercício físico dentro das suas limitações

REFERENCIAS:

http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=487275&indexSearch=ID

domingo, 3 de maio de 2015

Doença renal policística

  • O que é Doença renal policística?


A doença renal policística tem como característica a presença de vários cistos nos rins, que crescem lenta e progressivamente e são preenchidos com líquido. 

O tipo mais comum é a doença renal policística do adulto (DRPA), que acomete pessoas na faixa de 30 a 40 anos de idade, tanto homens como mulheres, de todas as etnias.


  • Causas

A doença renal policística é hereditária em 90% dos casos e sua causa decorre de mutações nos genes PKD1 (85%) e PKD2 (15%), que passa de pais para filhos de forma dominante, ou seja, se um dos pais tiver a doença, seu filho tem chance de 50% de ter também.

Quando descoberto de doença renal policística em uma família, todos os parentes próximos deverão ser investigados após os 18 anos de idade e aconselhados, caso desejem ter filhos.

  • Sintomas de Doença renal policística

Os sintomas da doença renal policística ocorrem geralmente devido ao crescimento dos cistos, que aumentam o tamanho dos rins. Isso faz com que apareçam:

  • Dor nas costas, contínua ou intermitente, na região lombar
  • Dor no abdômen
  • Sangue na urina
  • Urina excessiva à noite.



  • Diagnóstico de Doença renal policística

A forma mais simples de diagnóstico da doença renal policística é por meio do exame de ultrassom, uma tomografia computadorizada rena(caso os cistos gerem dúvidas por se apresentarem muito pequenos) ou ressonância nuclear magnética tirará a dúvida.

Um exame genético é a melhor forma de detectar a doença, mas não está disponível de forma universal.



  • Tratamento de Doença renal policística

Não há tratamento específico e a doença renal policística não tem cura, embora muitos estudos estejam em andamento e podem mudar este panorama no futuro. Porém, faz parte do tratamento aliviar os sintomas da doença renal policística.

É necessário que o paciente com doença renal policística faça acompanhamento médico regular com um nefrologista. O especialista pedirá exames de sangue e de urina estabelecendo a frequência de acompanhamento. O médico indicará remédios que devem evitar que podem piorar o funcionamento dos rins.

Além disso, é importante que o paciente:

  • Evite álcool;
  • Pare de fumar;
  • Reduza a ingestão de sal;
  • O paciente também deve ter cuidado na hora de praticar atividades físicas. Esportes de contato que eventualmente rompam os cistos por trauma direto (futebol de campo e de salão, judô, etc.); devem ser evitados.

  • Complicações possíveis

Uma complicação frequente da doença renal policística é que os cistos maiores podem romper levando ao aparecimento de sangue na urina, que pode assustar, mas geralmente são autolimitados. Isso significa que o repouso e hidratação geralmente fazem ceder o sangramento.

Os pacientes com doença renal policística podem ter episódios de infecção na urina, que devem ser reconhecidos precocemente para que não causem danos ainda maiores do que aqueles já existentes na estrutura dos rins. Além disso, os pacientes têm maior frequência de pedras (cálculos renais), que devem ser evitados com acompanhamento médico especializado.

A pressão arterial tende a subir e quase 2/3 dos portadores de doença renal policística tem hipertensão. O controle da pressão é fundamental para que os rins não sofram as consequências de mais esta complicação.

Juntando as alterações na estrutura pela presença dos cistos, mais as infecções urinárias, os cálculos renais e o aumento da pressão arterial fica fácil entender porque os rins podem ir perdendo parte de sua função chegando até ser preciso substituir suas funções com diálise. Este estágio de doença costuma acontecer geralmente após os 60 anos de idade.

Os cistos podem estar presentes em outros locais como fígado, ovários e pâncreas. Pacientes com doença renal policística e histórico de dor de cabeça podem ter aneurisma cerebral (uma dilatação em vaso cerebral) por má formação. Doença diverticular do intestino e alterações nas válvulas cardíacas também tem associação com doença renal policística.

  • Prevenção

Como trata-se de uma doença hereditária, a doença renal policística não pode ser prevenida.