domingo, 17 de maio de 2015

RISCOS DA DOENÇA RENAL

Risco de sofrer de doenças renais crónicas aumenta nas condições seguintes:



  • Se o indivíduo tem diabetes
  •  Se o indivíduo sofrer de pressão arterial alta Se houver Idade obesidade está mais de 50 anos existe uma história familiar positiva de doenças renais crônicas Fumar


Doenças que afetam os rins:

  • Nefrite diabetes, ou inflamação da unidade funcional dos rins arterial elevada pressão doenças de rim que são hereditárias, como a doença renal policística Refluxo da urina da bexiga, resultando na formação de cicatrizes nos rins.


Como as pressões sanguíneas elevadas danificar os rins?

Hipertensão, ou pressão sanguínea elevada, refere-se a uma pressão aumentada presente nas artérias. Se não tratada, a pressão arterial elevada pode levar a danos permanentes aos rins. A pressão arterial elevada colocar uma pressão sobre as artérias presentes em todo o corpo de suporte do sangue, bem como o coração. Em um descontroladas pressões sanguíneas elevadas, os vasos sanguíneos são danificadas, especialmente as artérias muito pequenas. Este resultado em um suprimento de sangue comprometido para os órgãos internos, como os rins, fígado, estômago, etc cérebro poderia haver rins doenças, ataque cardíaco, derrame, ou mesmo a perda permanente da visão.

Não há uma causa exata da pressão arterial elevada. No entanto, o risco aumenta drasticamente com o aumento da idade, bem como, uma história familiar positiva de pressão sanguínea elevada. A pressão arterial elevada também ocorre em uma condição conhecida como estenose da artéria renal. Estenose da artéria renal ocorre quando a artéria que transporta sangue dos rins é permanentemente estreitaram. Doenças renais também causar pressões sanguíneas elevadas, pois, de uma hormona produzida pelo rim, que é conhecida como a renina. A renina é uma hormona responsável por controlar a pressão sanguínea normal. Doença renal interrompe a liberação normal desse hormônio que resulta em pressão arterial elevada.

A pressão arterial elevada pode ser facilmente controlada através da utilização de uma grande variedade de drogas de prescrição que são eficazes para controlar a pressão arterial.

Os sintomas da doença renal

A doença renal é geralmente conhecido por ser uma doença silenciosa. No entanto é muitas vezes produz alguns sinais e sintomas que incluem:

Mudanças na freqüência de urina alterações na quantidade de urina, especialmente à noite presente Sangue na urina Edema urina espuma, que se refere ao inchaço ao redor dos olhos e dor nos tornozelos na parte de trás queima micção disúria, ou dor ao urinar

Mudanças de estilo de vida pode manter seus rins saudáveis

Há muitas mudanças de estilo de vida saudáveis que podem prevenir doenças renais. Estes incluem:

Aumentar a ingestão de frutas e vegetais frescos. Adicionando carne magra na sua dieta. Tome menor salgado alimentos beber mais água Manter um peso saudável Evite fumo e álcool. Verifique regularmente a sua pressão arterial Reduzir os níveis de stress.

REFERENCIA:
http://www.medicinanet.com.br/m/conteudos/acp-medicine/5212/abordagem_da_doenca_renal_cronica_%E2%80%93_biff_f_palmer_michael_k_hise.htm

domingo, 10 de maio de 2015

Diálise e exercício

Vamos falar um pouco sobre os pacientes que realizam diálise e algumas vantagens de se realizar exercício físico.Primeiramente:
  • O que é a diálise?
A diálise é um   processo artificial que substitui as funções dos rins. É utilizado quando o paciente apresenta insuficiência renal grave.  Existem dois tipos de diálise: hemodiálise e diálise peritoneal. 
  • Hemodiálise
 Remove o  sangue do corpo e filtrando-o em uma máquina.  O paciente está ligado por um tubo  que leva seu sangue até a  máquinas de diálise.  A máquina remove o excesso de água e toxinas do organismo   e, em seguida, retorna o sangue de volta ao paciente.  Hemodiálise deve ser realizada de 3 a 4 horas, pelo menos, três vezes por semana.  É normalmente realizada em um centro diálise, embora hemodiálise em casa também é possível.
  • Diálise peritoneal 
 É um processo que  utiliza  uma solução  líquida de limpeza do sangue  chamada "dialisato".  Esse líquido é  injetado na cavidade peritoneal, a região do abdome que é envolvida pelo peritônio.  Enquanto na cavidade peritoneal, o dialisato   extrai toxinas e excesso de líquido, do sangue.  Após um período de tempo, a solução é então drenada da cavidade abdominal.  Diálise peritoneal pode ser feito durante o dia ou à noite.  Diálise peritoneal ambulatorial contínua (DPAC) é o nome dado a este procedimento, quando é realizada em intervalos de cinco horas, quatro vezes por dia.


O insuficiente renal quando inicia diálise geralmente abandona muitas das atividades que fazia anteriormente. Isto acontece porque a diálise vem mudar a vida da pessoa, e provoca alterações a nível psicológico, familiar, social e de trabalho que se vêm juntar aos condicionalismos impostos pela própria doença (anemia, perda de forças, hipertensão, medicação, etc.). Tudo isto faz com que o insuficiente renal sinta a sua vitalidade reduzida, se sinta deprimido e tenha tendência a levar uma vida sedentária. O Insuficiente Renal deve lutar por uma vida que deve ser tanto quanto possível o mais próximo do normal.Diante disso surgem várias dúvidas à respeito da realização da atividade física nesses pacientes como:

Posso Fazer Exercício Físico Regular?
Pode e deve fazer exercício físico regular. Se já praticava desporto, deve continuar a fazê-lo, e se não o fazia deve iniciar.

É importante fazer Exercício Físico?
O exercício físico faz bem à generalidade das pessoas, quer sejam saudáveis ou Insuficientes renais.

Quais os Benefícios do Exercício Físico regular?
O exercício físico traz muitos benefícios, como sejam:

  • melhora a função do coração e diminuiu os sintomas de angina
  • diminuiu a tensão arterial nos hipertensos
  • reduz a gordura no sangue ( trigliceridios ) e protege o coração e os vasos da aterosclerose
  • melhora o funcionamento muscular
  • melhora a anemia e a vida dos glóbulos vermelhos
  • melhora o estado psicológico em geral
Uma atividade física regular melhora a capacidade de trabalho, a sensação de bem estar e os sentimentos de depressão e ansiedade. Uma atividade física regular previne doença cardiovascular e reduz a medicação.

O que deve fazer antes de iniciar um Programa de Exercício Físico Regular?
Antes de começar um programa de exercício regular há alguns aspectos que devem ser vistos. Assim:

  • deve-se andar bem dialisado
  • o insuficiente renal deve assegurar uma dieta com uma dose adequada de proteínas ( peixe, carne, leite, ovos )
  • deve-se aumentar o menos possível entre as diálises, porque grandes aumentos vão dificultar a capacidade de exercício por sobrecarregar o coração
  • a tensão arterial deve andar controlada
  • o insuficiente renal deve fazer exame médico para verificar que não há sofrimento cardíaco, ocular ou qualquer outra alteração que condicione ou impeça o exercício físico que está a pensar fazer.

Há algum cuidado especial?
Há. Todo o insuficiente renal que inicia uma atividade física regular deve ter cuidado com o potássio. O potássio antes da diálise deve ser inferior a 6. O exercício físico geralmente faz subir um pouco o potássio, pelo que se o potássio andar alto, esta subida pode ser perigosa.

Que Desporto devo praticar?
Deve-se evitar os desportos com contacto físico e de esforço violento. São preferíveis a natação, atletismo, ciclismo, tênis ,dança aeróbica e o voleibol.

Escolha um tipo de exercício em que tenha de mexer grandes grupos musculares continuamente. Assegure-se que o exercício que escolher é conveniente e agradável para si. Se tiver dores articulares, talvez seja melhor procurar fazer natação, uma vez que a natação não provoca tanta tensão sobre as articulações como os outros tipos de desporto.

Qual a frequência do Exercício?
O exercício deve ser feito em dias alternados, por exemplo segundas, quartas e sextas feiras. Planeie fazer exercício 3 a 4 vezes por semana, e se conseguir ótimo. Se não conseguir, faça 2 vezes por semana e ainda pode gozar dos seus benefícios.

Quanto tempo deve durar a sessão?
O exercício deve durar cerca de 30 minutos, mas não se preocupe se ao começar a fazer exercício não conseguir passar dos 5 ou 10 minutos. Comece com o tempo que lhe é mais confortável, e vá aumentando gradualmente.
Não há nada de mágico nos 30 minutos. Se se sentir bem a caminhar 45 ou 60 minutos, faça-o sem problemas. Quando se começa um programa de exercício, um curto passeio duas vezes por dia pode ajudar. Para controlar o peso, uma longa caminhada de 60 minutos será mais útil.

Que esforço posso fazer durante o Exercício?
Isto é um assunto difícil, mas algumas ideias podem ser úteis:

A respiração não deve ser difícil de modo que o impeça de falar com alguém que o acompanhe. Tente arranjar um parceiro, como um elemento de família ou amigo, para o acompanhar no exercício.
Deve sentir-se completamente normal na sua hora de exercício. Se não, reduza o esforço da próxima vez.
Não deve sentir dores musculares de tal modo fortes que o impeça de fazer exercício no dia seguinte.
A intensidade deve ser de um nível de “esforço confortável”.
Comece lentamente cada sessão de exercício para aquecer, depois apanhe o seu passo, e reduza novamente quando estiver prestes a acabar.
Quando devo fazer Exercício?
Tente programar o exercício no seu dia normal. Eis algumas ideias para o fazer:

Aguarde uma hora após uma grande refeição
Evite o período muito quente do dia
A manhã ou o fim de tarde são as melhores alturas para o exercício
Não faça exercício uma hora antes de se deitar.
Quando devo parar de fazer Exercício?
Há alturas durante o exercício em que pode ser necessário parar, e você deve saber quando fazê-lo.
Pare o exercício sempre que:

Se se sentir cansado
Se tiver dificuldade em respirar
Se sentir dor no peito
Se sentir o coração a bater descompassadamente e muito rápido
Se se sentir enjoada
Se tiver caimbras
Se se sentir tonto
Há alguma altura em que não deva fazer Exercício?
Há! Não deve praticar exercício sempre que:

Esteja com febre
Tenha mudado a sua sessão de diálise
Tenha alterado a sua medicação
A sua condição física se tenha alterado
Se estiver sob grande tensão emocional
Se tiver comido em demasia
Se o tempo estiver demasiado quente ou úmido
Se tiver problemas articulares ou ósseos que piorem com o exercício.
Quando não se deve fazer Exercício Físico Regular?
O exercício físico regular (desporto) é desaconselhável em alguns insuficientes renais como aqueles que têm angina de peito de difícil controle ou enfarte recente, hipertensão não controlada, etc. Antes de iniciar uma atividade física deve falar com o seu médico.

E os Insuficientes Renais Idosos, aqueles com problemas Cardiacos e Ósseos?
Estas pessoas apesar de não poderem fazer um exercício físico intenso devem evitar a vida sedentária e a imobilização. Eles devem dar passeios a pé sempre que possam. Aqueles que estão dependentes de outrem, devem dar pequenos passeios com ajuda.

O Exercício Físico tem benefícios psicológicos?
Tem. Os efeitos psicológicos do exercício físico são importantes. As pessoas que fazem exercício físico são menos deprimidas, e são mais capazes de fazer coisas por si, e sentem-se melhor com elas próprias. Com o exercício, torna-se mais fácil fazer o trabalho do dia-a-dia, e ainda ficar com alguma energia extra para gozar outras atividades.

Risco de Doença Cardiovascular
O insuficiente renal é uma pessoa em risco de doença cardiovascular. A falta de rim provoca muitas alterações, e algumas delas são prejudiciais para o coração e vasos. A hipertensão arterial, a anemia, o aumento exagerado de peso entre as diálises, o potássio em excesso e as alterações no cálcio e fósforo são tudo fatores que prejudicam o coração e os vasos, e os vão lesando ao longo dos anos.

O que deve fazer?

  • A hipertensão deve estar bem controlada com a diálise e se necessário com a medicação.
  • A anemia é corrigível com a eritropoietina e não deve ser um problema importante.
  • O aumento de peso entre as diálises deve ser sempre que possível inferior a 3 Kg.
  • A dieta deve ser equilibrada, conter uma dose adequada de proteínas e ter em atenção os alimentos ricos em potássio e fósforo.
  • O cálcio e o fósforo são relativamente fáceis de controlar desde que se cumpra as orientações da dieta e medicação.
  • Se fumar deve deixar de fazê-lo.
Faça exercício físico dentro das suas limitações

REFERENCIAS:

http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=487275&indexSearch=ID

domingo, 3 de maio de 2015

Doença renal policística

  • O que é Doença renal policística?


A doença renal policística tem como característica a presença de vários cistos nos rins, que crescem lenta e progressivamente e são preenchidos com líquido. 

O tipo mais comum é a doença renal policística do adulto (DRPA), que acomete pessoas na faixa de 30 a 40 anos de idade, tanto homens como mulheres, de todas as etnias.


  • Causas

A doença renal policística é hereditária em 90% dos casos e sua causa decorre de mutações nos genes PKD1 (85%) e PKD2 (15%), que passa de pais para filhos de forma dominante, ou seja, se um dos pais tiver a doença, seu filho tem chance de 50% de ter também.

Quando descoberto de doença renal policística em uma família, todos os parentes próximos deverão ser investigados após os 18 anos de idade e aconselhados, caso desejem ter filhos.

  • Sintomas de Doença renal policística

Os sintomas da doença renal policística ocorrem geralmente devido ao crescimento dos cistos, que aumentam o tamanho dos rins. Isso faz com que apareçam:

  • Dor nas costas, contínua ou intermitente, na região lombar
  • Dor no abdômen
  • Sangue na urina
  • Urina excessiva à noite.



  • Diagnóstico de Doença renal policística

A forma mais simples de diagnóstico da doença renal policística é por meio do exame de ultrassom, uma tomografia computadorizada rena(caso os cistos gerem dúvidas por se apresentarem muito pequenos) ou ressonância nuclear magnética tirará a dúvida.

Um exame genético é a melhor forma de detectar a doença, mas não está disponível de forma universal.



  • Tratamento de Doença renal policística

Não há tratamento específico e a doença renal policística não tem cura, embora muitos estudos estejam em andamento e podem mudar este panorama no futuro. Porém, faz parte do tratamento aliviar os sintomas da doença renal policística.

É necessário que o paciente com doença renal policística faça acompanhamento médico regular com um nefrologista. O especialista pedirá exames de sangue e de urina estabelecendo a frequência de acompanhamento. O médico indicará remédios que devem evitar que podem piorar o funcionamento dos rins.

Além disso, é importante que o paciente:

  • Evite álcool;
  • Pare de fumar;
  • Reduza a ingestão de sal;
  • O paciente também deve ter cuidado na hora de praticar atividades físicas. Esportes de contato que eventualmente rompam os cistos por trauma direto (futebol de campo e de salão, judô, etc.); devem ser evitados.

  • Complicações possíveis

Uma complicação frequente da doença renal policística é que os cistos maiores podem romper levando ao aparecimento de sangue na urina, que pode assustar, mas geralmente são autolimitados. Isso significa que o repouso e hidratação geralmente fazem ceder o sangramento.

Os pacientes com doença renal policística podem ter episódios de infecção na urina, que devem ser reconhecidos precocemente para que não causem danos ainda maiores do que aqueles já existentes na estrutura dos rins. Além disso, os pacientes têm maior frequência de pedras (cálculos renais), que devem ser evitados com acompanhamento médico especializado.

A pressão arterial tende a subir e quase 2/3 dos portadores de doença renal policística tem hipertensão. O controle da pressão é fundamental para que os rins não sofram as consequências de mais esta complicação.

Juntando as alterações na estrutura pela presença dos cistos, mais as infecções urinárias, os cálculos renais e o aumento da pressão arterial fica fácil entender porque os rins podem ir perdendo parte de sua função chegando até ser preciso substituir suas funções com diálise. Este estágio de doença costuma acontecer geralmente após os 60 anos de idade.

Os cistos podem estar presentes em outros locais como fígado, ovários e pâncreas. Pacientes com doença renal policística e histórico de dor de cabeça podem ter aneurisma cerebral (uma dilatação em vaso cerebral) por má formação. Doença diverticular do intestino e alterações nas válvulas cardíacas também tem associação com doença renal policística.

  • Prevenção

Como trata-se de uma doença hereditária, a doença renal policística não pode ser prevenida.

domingo, 26 de abril de 2015

Insuficiência renal crônica

  • O que é Insuficiência renal crônica?
A insuficiência renal crônica, também chamada de doença renal crônica, é a perda lenta do funcionamento dos rins, cuja principal função é remover os resíduos e o excesso de água do organismo.
  • Causas
A insuficiência renal crônica ocorre quando uma doença ou outra condição de saúde prejudica a função renal, causando danos aos rins – que tendem a agravar-se ao longo de vários meses e até mesmo anos.
  • Doenças e condições que geralmente causam a doença renal crônica incluem:
Diabetes dos tipos 1 e 2


Hipertensão


Lesão ou trauma aos rins


A insuficiência renal crônica leva a um acúmulo de líquidos e resíduos no organismo. Essa doença afeta a maioria dos sistemas e funções do corpo, inclusive a produção de glóbulos vermelhos, o controle da pressão arterial, a quantidade de vitamina D e a saúde dos ossos.


Fatores de risco: Os fatores que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver insuficiência renal crônica incluem:
  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Doenças cardíacas;
  • Fumo;
  • Obesidade;
  • Colesterol alto;
  • Ter histórico familiar de doença renal;
  • Ter 65 anos de idade ou mais;
  • Sintomas de Insuficiência renal crônica.


A doença renal crônica piora lentamente com o tempo. Nos primeiros estágios, pode ser assintomática. A perda de função, geralmente, demora meses para ocorrer. Ela pode ser tão lenta que os sintomas não aparecem até que o funcionamento dos rins seja menor que um décimo do normal. Ou seja, quando a pessoa perceber, ela já costuma estar com o funcionamento dos rins completamente comprometido.
Os primeiros sintomas da insuficiência renal crônica, em geral, também ocorrem com frequência em outras doenças e podem ser os únicos sinais da insuficiência renal até que ela esteja em estágio avançado.
Os sintomas podem incluir:


  • Malestar geral e fadiga;
  • Coceira generalizada (prurido) e pele seca;
  • Dores de cabeça;
  • Perda de peso não intencional;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas.
Outros sintomas podem aparecer, principalmente quando o funcionamento dos rins piora, incluem:
  • Pele anormalmente clara ou escura;
  • Dor nos ossos;
  • Sonolência e confusão;
  • Dificuldade de concentração e raciocínio;
  • Dormência nas mãos, pés e outras áreas do corpo;
  • Espasmos musculares ou cãibras;
  • Mau hálito;
  • Fácil aparição de hematomas, hemorragia ou sangue nas fezes;
  • Sede excessiva;
  • Soluços frequentes;
  • Baixo nível de interesse sexual e impotência;
  • Interrupção do período menstrual (amenorreia);
  • Distúrbios do sono, como insônia, síndrome das pernas irrequietas e apneia noturna;
  • Inchaço de mãos e pernas (edema);
  • Vômitos, normalmente pela manhã.
Buscando ajuda médica diagnóstico e exames


Procure ajuda médica se você apresentar quaisquer sinais ou sintomas de insuficiência renal crônica.

Se você tiver uma condição médica que aumenta o risco de doença renal crônica, o médico deverá fazer monitoramento constante da pressão arterial e da função renal por meio de exames de sangue e de urina, que deverão ser feitos com regularidade, bem como as consultas, que devem obedecer a uma periodicidade.



A hipertensão está quase sempre presente durante todos os estágios da doença renal. Um exame neurológico pode mostrar sinais de dano nervoso. O médico pode escutar, com a ajuda de um estetoscópio, ruídos anormais no coração ou nos pulmões.
O exame de urina pode, ainda, mostrar proteínas ou outras alterações. Essas alterações podem aparecer de seis meses a dez anos ou mais, antes do aparecimento dos sintomas.
Os exames que verificam o funcionamento dos rins abrangem:


  • Níveis de creatinina;
  • BUN (nitrogênio ureico no sangue;)
  • Depuração de creatinina.


A insuficiência renal crônica altera os resultados de vários exames. Cada paciente necessita verificar os níveis de alguns sais e minerais presentes no sangue regularmente, com a frequência de dois a três meses aproximadamente, com a realização de um hemograma completo e de um exame para checagem de colesterol. Veja as substâncias cujos níveis essa doença costuma prejudicar:
  • Potássio;
  • Sódio;
  • Albumina;
  • Fósforo;
  • Cálcio;
  • Magnésio; 
  • Eletrólitos;


As possíveis causas da insuficiência renal crônica podem ser identificadas em:
  • Tomografia computadorizada abdominal;
  • Ressonância magnética abdominal;
  • Ultrassom abdominal;
  • Ultrassom renal;


O médico pode, ainda, retirar uma pequena amostra do tecido que reveste os rins para análise laboratorial. Esse teste pode ajudar, também, a identificar as possíveis causas da insuficiência renal crônica.
Controlar a pressão arterial é a chave para atrasar a maior parte dos danos causados pela insuficiência renal crônica. O objetivo desta fase do tratamento é manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg.Tratamento de Insuficiência renal crônica
Outros tratamentos podem incluir:
  • Medicamentos especiais usados para ajudar a impedir que os níveis de fósforo no sangue fiquem muito altos;
  • Tratamento para anemia, com adição de ferro à dieta, uso de suplementos orais de ferro, injeções intravenosas para suprir a necessidade dessa substância na corrente sanguínea e transfusões de sangue;
  • Suplementos de cálcio e de vitamina D;
  • Alterações na rotina e nos hábitos diários e alimentares também devem ocorrer. Aliados ao tratamento médico, essas adaptações à atual condição são essenciais para garantir a qualidade de vida do paciente;
  • Hemodiálise.
O momento para começar a diálise depende de diferentes fatores, como os resultados dos exames de laboratório, a gravidade dos sintomas e a disposição do paciente para as sessões.O paciente deve começar a se preparar para a diálise antes que ela seja efetivamente necessária. A preparação envolve aprender sobre a diálise e os tipos existentes, além dos procedimentos que devem ser realizados antes das sessões.


O transplante de rim surge como uma das últimas opções para um paciente de insuficiência renal crônica.

Convivendo (prognóstico)


Medidas caseiras devem ser tomadas em conjunto com o tratamento médico. Veja algumas dicas:

  • Não fume;
  • Alimente-se de uma dieta com pouca gordura e colesterol;
  • Faça exercícios leves e moderados regularmente;
  • Tome medicamentos para reduzir o colesterol, se for necessário;
  • Mantenha sua glicemia sob controle.


Mudanças na dieta também deverão acontecer. Confira:
  • Limite a ingestão de líquidos;
  • Seu médico poderá recomendar uma dieta com pouca quantidade de proteína;
  • Pode ser necessário reduzir o sal, o potássio e outros eletrólitos também.


É importante seguir uma dieta em que você possa obter calorias suficientes, principalmente se estiver perdendo peso


Complicações possíveis


Insuficiência renal crônica pode levar a complicações de saúde graves, como:
  • Anemia;
  • Hemorragia gástrica ou intestinal;
  • Dor nos ossos, nas articulações e nos músculos;
  • Alterações da glicemia;
  • Danos aos nervos de pernas e braços (neuropatia periférica);
  • Demência;
  • Acúmulo de líquido ao redor dos pulmões (derrames pleurais);
  • Insuficiência cardíaca congestiva;
  • Doença arterial coronariana;
  • Hipertensão;
  • Pericardite;
  • Derrame;
  • Hipertireoidismo;
  • Maior risco de infecções;
  • Lesões ou insuficiência hepática;
  • Desnutrição;
  • Abortos espontâneos e infertilidade;
  • Convulsões;
  • Debilidade dos ossos e maior risco de fraturas;


Expectativas


Muitas pessoas somente são diagnosticadas com insuficiência renal crônica quando já perderam grande parte da função dos rins.


Não há cura para a doença renal crônica. Quando não tratada, ela normalmente evolui para falência renal terminal, que pode levar à morte. O tratamento durante toda a vida pode ajudar controlar os sintomas da doença renal crônica.

Para reduzir o risco de insuficiência renal crônica, siga algumas medidas, como essas:

  • Mantenha um peso saudável e pratique exercícios físicos regularmente;
  • Faça uso moderado de medicamentos vendidos sem necessidade de prescrição médica em farmácias. O ideal é sempre consultar um médico antes de tomar qualquer tipo de medicação;
  • Não fume;
  • Gerencie suas condições médicas com a ajuda do médico. Se você tem doenças ou condições que aumentam o risco de doença renal, converse com um especialista sobre a melhor forma de controlá-los.

domingo, 19 de abril de 2015

PEDRA NOS RINS



  • O que é?
O homem expele pela urina grandes quantidades de sais de cálcio, ácido úrico, fosfatos, oxalatos, cistina e, eventualmente, outras substâncias como penicilina e diuréticos. Em algumas condições a urina fica saturada desses cristais e como conseqüência formam-se cálculos. Não é um fenômeno raro até a idade de 70 anos. Aproximadamente 12% dos homens e 5% das mulheres podem ter, pelo menos, um cálculo durante suas vidas. A doença é mais comum no adulto jovem, em torno da 3 ª ou 4 ª década de vida, predominando na raça branca e não havendo diferença de sexo.

  • Como se desenvolve?
A formação de cálculos é um processo biológico complexo, ainda pouco conhecido, apesar dos consideráveis avanços já realizados. Hoje, constata-se que mudanças nos regimes alimentares, promovidas pela industrialização dos alimentos, mais ricos em proteínas, sal e hidratos de carbono, aumentaram a formação de cálculos.
Todo o indivíduo produtor de cálculos tem envolvimento com um ou mais fatores geradores de cálculo.
Fruto de uma hidratação inadequada, esta pode ser a única alteração encontrada em alguns portadores de cálculo renal, o volume urinário permanentemente inferior a 1 litro ocorre por maus hábitos alimentares ou por situações ambientais como clima muito seco, atividades profissionais em ambientes secos (aviões, altos fornos) que favorecem a supersaturação urinária de sais formadores de cálculos.


  • O que se sente e como se faz o diagnóstico?
O cálculo renal pode ser assintomática, reconhecida somente em exames ocasionais. Na maioria das vezes,se apresenta com manifestação de dor (cólica). Muitas vezes, os cálculos podem obstruir a via urinária. A cólica renal é o sintoma agudo de dor severa, que pode requerer tratamento com analgésicos potentes. Geralmente, a cólica está associada a náuseas, vômitos, agitação. A cólica inicia quase sempre na região lombar, irradiando-se para a fossa ilíaca, testículos e vagina. No sedimento urinário, pode-se observar hematúria que, com a dor em cólica, nos permite pensar na passagem de um cálculo. A investigação clínica, na fase aguda, inclui além do exame comum de urina, um RX simples de abdômen e uma ecografia abdominal.

  • Como se trata?
Tomar bastante líquidos é o principal item do tratamento, visando reduzir a concentração e supersaturação dos cristais urinários, e dessa forma, diminuir a formação de cálculos.
O ideal de tratamento é suprimir a recorrência e evitar que os cálculos existentes cresça, por isso, o tratamento é diversificado e prolongado, requerendo o comprometimento permanente do paciente. Após seis meses de tratamento, deve-se repetir a seqüência de exames para avaliar a eficiência da ação terapêutica. A revisão é fundamental para ajustar as medidas usadas no controle da recorrência e estimular o paciente na continuidade do tratamento.
Os cálculos maiores de 0,8 cm não saem espontaneamente, por isso é necessária a intervenção do urologista para a retirada do cálculo por métodos cirúrgicos ou métodos extracorpóreos, endoscópicos ou litotripsia.



REFERENCIA:

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/calculo-renal

http://drauziovarella.com.br/letras/p/pedra-nos-rins-calculo-renal/

domingo, 12 de abril de 2015

SISTEMA URINÁRIO

Hoje  vamos falar sobre o sistema urinário na sua totalidade destacando seus componentes.Primeiramente comecemos definindo o sistema urinário como conjunto de órgãos que possuem a função de produzir urina(rins) e consequentemente eliminá-la do organismo( ureteres, bexiga urinária e uretra).


  • RIM 


Órgão par, abdominal que se localiza no retroperitônio(cavidade anatômica localizada atras da cavidade abdominal).Estão envolvidos por uma cápsula fibrosa abundante em tecido adiposo denominada cápsula adiposa. Ao se estudar, anatomicamente, o rim percebe-se uma porção mais pálida, o córtex renal( que se encontra na periferia do órgão), que se projeta em outra porção de coloração mais escura,a médula renal.
O córtex se projeta em formato de  colunas, as colunas renais, que separam as partes da medula nas pirâmides renais, pirâmides essas que possuem os ápices voltados para a pelve renal, que se divide em 2 ou 3 tubos curtos e largos denominados cálices renais, que se subdividem em cálices renais menores, que apresentam um encaixe no formato de taça para receber o ápice das pirâmides renais, o ápice formado se chama pápila renal.















Componentes do RIM.

  • Ureter:
 Tubo muscular que conduz a urina para a bexiga, que se divide em duas porções:abdominal e pélvica, em que a parte abdominal inicia-se na pelve renal e se encerra na linha da pelve, local onde se inicia a porção pélvica do ureter e segue até a bexiga onde a urina desemboca para posteriormente ser eliminada. 
    
  • Bexiga urinária:
Bolsa muscular que se situa posteriormente à sínfise púbica, local onde a urina é depositada para ser excretada pela uretra.Quando se encontra vazia fica achatada contra a sínfise púbica e ao se ficar cheia ganha forma oval.


  • Uretra:
Último segmento do sistema urinário onde a urina é eliminada para o meio externo quanto ao sexo a bexiga difere no seguinte:nos homens a uretra tem função mictória e ejaculatória; nas mulheres só tem função mictória.

Nas próximas postagens trataremos mais sobre as patologias renais.

GRANDE ABRAÇO!!!


REFERENCIA:

DANGELO, José Geraldo;FATTINI, Carlo Américo.Anatomia Humana Básica.Rio de Janeiro, 1988.Livraria  Atheneu


sábado, 4 de abril de 2015

ENTENDENDO O RIM

Para falarmos sobre doença renal precisamos entender a estrutura do rim e seu funcionamento no sistema urinário,primeiramente ele é um orgão par , localizado na cavidade abdominal. Os rins estão situados à direita e à esquerda da coluna vertebral. Possui duas extremidades: superior e inferior; que são denominadas pólos.No pólo superior situa-se a glândula suprarrenal que libera substâncias como:       *Cortisol:conhecido como hormônio do estresse, pois transforma proteinas e gorduras em glicose;       *Androgênios e estrogênios :hormônios sexuais;                                                                             *Adrenalina:aumenta fluxo de sangue nos músculos durante uma situação de grande estresse;              *Aldosterona: controle da pressão arterial.
Localização da glândula suprarrenal
Na borda medial do rim encontra-se uma fissura vertical, chamada hilo,estrutura onde passa o uréter. Dentro do rim o hilo se expande e   torna -se uma estrutura chamada seio renal onde a pelve renal, extremidade dilatada do uréter, fica alojada.                                                                                           Os rins possuem as seguintes funções:                                                                                                        *eliminar as toxinas presentes no organismo, como: uréia, creatinina, ácido úrico, etc;                          *manter o equilíbrio hídrico do corpo, eliminando o excesso de água, sais e eletrólitos evitando inchaços;                                                                                                                                         *orgãos produtores de hormônios como eritropoetina (formação de glóbulos vermelhos),vitamina D (absorção de cálcio) e renina (regulação da pressão arterial).
Rim e alguns de seus componentes
Referencias:
DANGELO, José Geraldo;FATTINI, Carlo Américo.Anatomia Humana Básica.Rio de Janeiro, 1988.Livraria  Atheneu
Entenda a glândula suprarrenal.Disponível em :http://www.mdsaude.com/2008/09/conhea-seu-corpo-supra-renal.html Acessado em:04 de abril de 2015