domingo, 26 de abril de 2015

Insuficiência renal crônica

  • O que é Insuficiência renal crônica?
A insuficiência renal crônica, também chamada de doença renal crônica, é a perda lenta do funcionamento dos rins, cuja principal função é remover os resíduos e o excesso de água do organismo.
  • Causas
A insuficiência renal crônica ocorre quando uma doença ou outra condição de saúde prejudica a função renal, causando danos aos rins – que tendem a agravar-se ao longo de vários meses e até mesmo anos.
  • Doenças e condições que geralmente causam a doença renal crônica incluem:
Diabetes dos tipos 1 e 2


Hipertensão


Lesão ou trauma aos rins


A insuficiência renal crônica leva a um acúmulo de líquidos e resíduos no organismo. Essa doença afeta a maioria dos sistemas e funções do corpo, inclusive a produção de glóbulos vermelhos, o controle da pressão arterial, a quantidade de vitamina D e a saúde dos ossos.


Fatores de risco: Os fatores que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver insuficiência renal crônica incluem:
  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Doenças cardíacas;
  • Fumo;
  • Obesidade;
  • Colesterol alto;
  • Ter histórico familiar de doença renal;
  • Ter 65 anos de idade ou mais;
  • Sintomas de Insuficiência renal crônica.


A doença renal crônica piora lentamente com o tempo. Nos primeiros estágios, pode ser assintomática. A perda de função, geralmente, demora meses para ocorrer. Ela pode ser tão lenta que os sintomas não aparecem até que o funcionamento dos rins seja menor que um décimo do normal. Ou seja, quando a pessoa perceber, ela já costuma estar com o funcionamento dos rins completamente comprometido.
Os primeiros sintomas da insuficiência renal crônica, em geral, também ocorrem com frequência em outras doenças e podem ser os únicos sinais da insuficiência renal até que ela esteja em estágio avançado.
Os sintomas podem incluir:


  • Malestar geral e fadiga;
  • Coceira generalizada (prurido) e pele seca;
  • Dores de cabeça;
  • Perda de peso não intencional;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas.
Outros sintomas podem aparecer, principalmente quando o funcionamento dos rins piora, incluem:
  • Pele anormalmente clara ou escura;
  • Dor nos ossos;
  • Sonolência e confusão;
  • Dificuldade de concentração e raciocínio;
  • Dormência nas mãos, pés e outras áreas do corpo;
  • Espasmos musculares ou cãibras;
  • Mau hálito;
  • Fácil aparição de hematomas, hemorragia ou sangue nas fezes;
  • Sede excessiva;
  • Soluços frequentes;
  • Baixo nível de interesse sexual e impotência;
  • Interrupção do período menstrual (amenorreia);
  • Distúrbios do sono, como insônia, síndrome das pernas irrequietas e apneia noturna;
  • Inchaço de mãos e pernas (edema);
  • Vômitos, normalmente pela manhã.
Buscando ajuda médica diagnóstico e exames


Procure ajuda médica se você apresentar quaisquer sinais ou sintomas de insuficiência renal crônica.

Se você tiver uma condição médica que aumenta o risco de doença renal crônica, o médico deverá fazer monitoramento constante da pressão arterial e da função renal por meio de exames de sangue e de urina, que deverão ser feitos com regularidade, bem como as consultas, que devem obedecer a uma periodicidade.



A hipertensão está quase sempre presente durante todos os estágios da doença renal. Um exame neurológico pode mostrar sinais de dano nervoso. O médico pode escutar, com a ajuda de um estetoscópio, ruídos anormais no coração ou nos pulmões.
O exame de urina pode, ainda, mostrar proteínas ou outras alterações. Essas alterações podem aparecer de seis meses a dez anos ou mais, antes do aparecimento dos sintomas.
Os exames que verificam o funcionamento dos rins abrangem:


  • Níveis de creatinina;
  • BUN (nitrogênio ureico no sangue;)
  • Depuração de creatinina.


A insuficiência renal crônica altera os resultados de vários exames. Cada paciente necessita verificar os níveis de alguns sais e minerais presentes no sangue regularmente, com a frequência de dois a três meses aproximadamente, com a realização de um hemograma completo e de um exame para checagem de colesterol. Veja as substâncias cujos níveis essa doença costuma prejudicar:
  • Potássio;
  • Sódio;
  • Albumina;
  • Fósforo;
  • Cálcio;
  • Magnésio; 
  • Eletrólitos;


As possíveis causas da insuficiência renal crônica podem ser identificadas em:
  • Tomografia computadorizada abdominal;
  • Ressonância magnética abdominal;
  • Ultrassom abdominal;
  • Ultrassom renal;


O médico pode, ainda, retirar uma pequena amostra do tecido que reveste os rins para análise laboratorial. Esse teste pode ajudar, também, a identificar as possíveis causas da insuficiência renal crônica.
Controlar a pressão arterial é a chave para atrasar a maior parte dos danos causados pela insuficiência renal crônica. O objetivo desta fase do tratamento é manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg.Tratamento de Insuficiência renal crônica
Outros tratamentos podem incluir:
  • Medicamentos especiais usados para ajudar a impedir que os níveis de fósforo no sangue fiquem muito altos;
  • Tratamento para anemia, com adição de ferro à dieta, uso de suplementos orais de ferro, injeções intravenosas para suprir a necessidade dessa substância na corrente sanguínea e transfusões de sangue;
  • Suplementos de cálcio e de vitamina D;
  • Alterações na rotina e nos hábitos diários e alimentares também devem ocorrer. Aliados ao tratamento médico, essas adaptações à atual condição são essenciais para garantir a qualidade de vida do paciente;
  • Hemodiálise.
O momento para começar a diálise depende de diferentes fatores, como os resultados dos exames de laboratório, a gravidade dos sintomas e a disposição do paciente para as sessões.O paciente deve começar a se preparar para a diálise antes que ela seja efetivamente necessária. A preparação envolve aprender sobre a diálise e os tipos existentes, além dos procedimentos que devem ser realizados antes das sessões.


O transplante de rim surge como uma das últimas opções para um paciente de insuficiência renal crônica.

Convivendo (prognóstico)


Medidas caseiras devem ser tomadas em conjunto com o tratamento médico. Veja algumas dicas:

  • Não fume;
  • Alimente-se de uma dieta com pouca gordura e colesterol;
  • Faça exercícios leves e moderados regularmente;
  • Tome medicamentos para reduzir o colesterol, se for necessário;
  • Mantenha sua glicemia sob controle.


Mudanças na dieta também deverão acontecer. Confira:
  • Limite a ingestão de líquidos;
  • Seu médico poderá recomendar uma dieta com pouca quantidade de proteína;
  • Pode ser necessário reduzir o sal, o potássio e outros eletrólitos também.


É importante seguir uma dieta em que você possa obter calorias suficientes, principalmente se estiver perdendo peso


Complicações possíveis


Insuficiência renal crônica pode levar a complicações de saúde graves, como:
  • Anemia;
  • Hemorragia gástrica ou intestinal;
  • Dor nos ossos, nas articulações e nos músculos;
  • Alterações da glicemia;
  • Danos aos nervos de pernas e braços (neuropatia periférica);
  • Demência;
  • Acúmulo de líquido ao redor dos pulmões (derrames pleurais);
  • Insuficiência cardíaca congestiva;
  • Doença arterial coronariana;
  • Hipertensão;
  • Pericardite;
  • Derrame;
  • Hipertireoidismo;
  • Maior risco de infecções;
  • Lesões ou insuficiência hepática;
  • Desnutrição;
  • Abortos espontâneos e infertilidade;
  • Convulsões;
  • Debilidade dos ossos e maior risco de fraturas;


Expectativas


Muitas pessoas somente são diagnosticadas com insuficiência renal crônica quando já perderam grande parte da função dos rins.


Não há cura para a doença renal crônica. Quando não tratada, ela normalmente evolui para falência renal terminal, que pode levar à morte. O tratamento durante toda a vida pode ajudar controlar os sintomas da doença renal crônica.

Para reduzir o risco de insuficiência renal crônica, siga algumas medidas, como essas:

  • Mantenha um peso saudável e pratique exercícios físicos regularmente;
  • Faça uso moderado de medicamentos vendidos sem necessidade de prescrição médica em farmácias. O ideal é sempre consultar um médico antes de tomar qualquer tipo de medicação;
  • Não fume;
  • Gerencie suas condições médicas com a ajuda do médico. Se você tem doenças ou condições que aumentam o risco de doença renal, converse com um especialista sobre a melhor forma de controlá-los.

domingo, 19 de abril de 2015

PEDRA NOS RINS



  • O que é?
O homem expele pela urina grandes quantidades de sais de cálcio, ácido úrico, fosfatos, oxalatos, cistina e, eventualmente, outras substâncias como penicilina e diuréticos. Em algumas condições a urina fica saturada desses cristais e como conseqüência formam-se cálculos. Não é um fenômeno raro até a idade de 70 anos. Aproximadamente 12% dos homens e 5% das mulheres podem ter, pelo menos, um cálculo durante suas vidas. A doença é mais comum no adulto jovem, em torno da 3 ª ou 4 ª década de vida, predominando na raça branca e não havendo diferença de sexo.

  • Como se desenvolve?
A formação de cálculos é um processo biológico complexo, ainda pouco conhecido, apesar dos consideráveis avanços já realizados. Hoje, constata-se que mudanças nos regimes alimentares, promovidas pela industrialização dos alimentos, mais ricos em proteínas, sal e hidratos de carbono, aumentaram a formação de cálculos.
Todo o indivíduo produtor de cálculos tem envolvimento com um ou mais fatores geradores de cálculo.
Fruto de uma hidratação inadequada, esta pode ser a única alteração encontrada em alguns portadores de cálculo renal, o volume urinário permanentemente inferior a 1 litro ocorre por maus hábitos alimentares ou por situações ambientais como clima muito seco, atividades profissionais em ambientes secos (aviões, altos fornos) que favorecem a supersaturação urinária de sais formadores de cálculos.


  • O que se sente e como se faz o diagnóstico?
O cálculo renal pode ser assintomática, reconhecida somente em exames ocasionais. Na maioria das vezes,se apresenta com manifestação de dor (cólica). Muitas vezes, os cálculos podem obstruir a via urinária. A cólica renal é o sintoma agudo de dor severa, que pode requerer tratamento com analgésicos potentes. Geralmente, a cólica está associada a náuseas, vômitos, agitação. A cólica inicia quase sempre na região lombar, irradiando-se para a fossa ilíaca, testículos e vagina. No sedimento urinário, pode-se observar hematúria que, com a dor em cólica, nos permite pensar na passagem de um cálculo. A investigação clínica, na fase aguda, inclui além do exame comum de urina, um RX simples de abdômen e uma ecografia abdominal.

  • Como se trata?
Tomar bastante líquidos é o principal item do tratamento, visando reduzir a concentração e supersaturação dos cristais urinários, e dessa forma, diminuir a formação de cálculos.
O ideal de tratamento é suprimir a recorrência e evitar que os cálculos existentes cresça, por isso, o tratamento é diversificado e prolongado, requerendo o comprometimento permanente do paciente. Após seis meses de tratamento, deve-se repetir a seqüência de exames para avaliar a eficiência da ação terapêutica. A revisão é fundamental para ajustar as medidas usadas no controle da recorrência e estimular o paciente na continuidade do tratamento.
Os cálculos maiores de 0,8 cm não saem espontaneamente, por isso é necessária a intervenção do urologista para a retirada do cálculo por métodos cirúrgicos ou métodos extracorpóreos, endoscópicos ou litotripsia.



REFERENCIA:

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/calculo-renal

http://drauziovarella.com.br/letras/p/pedra-nos-rins-calculo-renal/

domingo, 12 de abril de 2015

SISTEMA URINÁRIO

Hoje  vamos falar sobre o sistema urinário na sua totalidade destacando seus componentes.Primeiramente comecemos definindo o sistema urinário como conjunto de órgãos que possuem a função de produzir urina(rins) e consequentemente eliminá-la do organismo( ureteres, bexiga urinária e uretra).


  • RIM 


Órgão par, abdominal que se localiza no retroperitônio(cavidade anatômica localizada atras da cavidade abdominal).Estão envolvidos por uma cápsula fibrosa abundante em tecido adiposo denominada cápsula adiposa. Ao se estudar, anatomicamente, o rim percebe-se uma porção mais pálida, o córtex renal( que se encontra na periferia do órgão), que se projeta em outra porção de coloração mais escura,a médula renal.
O córtex se projeta em formato de  colunas, as colunas renais, que separam as partes da medula nas pirâmides renais, pirâmides essas que possuem os ápices voltados para a pelve renal, que se divide em 2 ou 3 tubos curtos e largos denominados cálices renais, que se subdividem em cálices renais menores, que apresentam um encaixe no formato de taça para receber o ápice das pirâmides renais, o ápice formado se chama pápila renal.















Componentes do RIM.

  • Ureter:
 Tubo muscular que conduz a urina para a bexiga, que se divide em duas porções:abdominal e pélvica, em que a parte abdominal inicia-se na pelve renal e se encerra na linha da pelve, local onde se inicia a porção pélvica do ureter e segue até a bexiga onde a urina desemboca para posteriormente ser eliminada. 
    
  • Bexiga urinária:
Bolsa muscular que se situa posteriormente à sínfise púbica, local onde a urina é depositada para ser excretada pela uretra.Quando se encontra vazia fica achatada contra a sínfise púbica e ao se ficar cheia ganha forma oval.


  • Uretra:
Último segmento do sistema urinário onde a urina é eliminada para o meio externo quanto ao sexo a bexiga difere no seguinte:nos homens a uretra tem função mictória e ejaculatória; nas mulheres só tem função mictória.

Nas próximas postagens trataremos mais sobre as patologias renais.

GRANDE ABRAÇO!!!


REFERENCIA:

DANGELO, José Geraldo;FATTINI, Carlo Américo.Anatomia Humana Básica.Rio de Janeiro, 1988.Livraria  Atheneu


sábado, 4 de abril de 2015

ENTENDENDO O RIM

Para falarmos sobre doença renal precisamos entender a estrutura do rim e seu funcionamento no sistema urinário,primeiramente ele é um orgão par , localizado na cavidade abdominal. Os rins estão situados à direita e à esquerda da coluna vertebral. Possui duas extremidades: superior e inferior; que são denominadas pólos.No pólo superior situa-se a glândula suprarrenal que libera substâncias como:       *Cortisol:conhecido como hormônio do estresse, pois transforma proteinas e gorduras em glicose;       *Androgênios e estrogênios :hormônios sexuais;                                                                             *Adrenalina:aumenta fluxo de sangue nos músculos durante uma situação de grande estresse;              *Aldosterona: controle da pressão arterial.
Localização da glândula suprarrenal
Na borda medial do rim encontra-se uma fissura vertical, chamada hilo,estrutura onde passa o uréter. Dentro do rim o hilo se expande e   torna -se uma estrutura chamada seio renal onde a pelve renal, extremidade dilatada do uréter, fica alojada.                                                                                           Os rins possuem as seguintes funções:                                                                                                        *eliminar as toxinas presentes no organismo, como: uréia, creatinina, ácido úrico, etc;                          *manter o equilíbrio hídrico do corpo, eliminando o excesso de água, sais e eletrólitos evitando inchaços;                                                                                                                                         *orgãos produtores de hormônios como eritropoetina (formação de glóbulos vermelhos),vitamina D (absorção de cálcio) e renina (regulação da pressão arterial).
Rim e alguns de seus componentes
Referencias:
DANGELO, José Geraldo;FATTINI, Carlo Américo.Anatomia Humana Básica.Rio de Janeiro, 1988.Livraria  Atheneu
Entenda a glândula suprarrenal.Disponível em :http://www.mdsaude.com/2008/09/conhea-seu-corpo-supra-renal.html Acessado em:04 de abril de 2015