- O que é Doença renal policística?
A doença renal policística tem como característica a presença de vários cistos nos rins, que crescem lenta e progressivamente e são preenchidos com líquido.
O tipo mais comum é a doença renal policística do adulto (DRPA), que acomete pessoas na faixa de 30 a 40 anos de idade, tanto homens como mulheres, de todas as etnias.
- Causas
A doença renal policística é hereditária em 90% dos casos e sua causa decorre de mutações nos genes PKD1 (85%) e PKD2 (15%), que passa de pais para filhos de forma dominante, ou seja, se um dos pais tiver a doença, seu filho tem chance de 50% de ter também.
Quando descoberto de doença renal policística em uma família, todos os parentes próximos deverão ser investigados após os 18 anos de idade e aconselhados, caso desejem ter filhos.
- Sintomas de Doença renal policística
Os sintomas da doença renal policística ocorrem geralmente devido ao crescimento dos cistos, que aumentam o tamanho dos rins. Isso faz com que apareçam:
- Dor nas costas, contínua ou intermitente, na região lombar
- Dor no abdômen
- Sangue na urina
- Urina excessiva à noite.
- Diagnóstico de Doença renal policística
A forma mais simples de diagnóstico da doença renal policística é por meio do exame de ultrassom, uma tomografia computadorizada rena(caso os cistos gerem dúvidas por se apresentarem muito pequenos) ou ressonância nuclear magnética tirará a dúvida.
Um exame genético é a melhor forma de detectar a doença, mas não está disponível de forma universal.
- Tratamento de Doença renal policística
Não há tratamento específico e a doença renal policística não tem cura, embora muitos estudos estejam em andamento e podem mudar este panorama no futuro. Porém, faz parte do tratamento aliviar os sintomas da doença renal policística.
É necessário que o paciente com doença renal policística faça acompanhamento médico regular com um nefrologista. O especialista pedirá exames de sangue e de urina estabelecendo a frequência de acompanhamento. O médico indicará remédios que devem evitar que podem piorar o funcionamento dos rins.
Além disso, é importante que o paciente:
- Evite álcool;
- Pare de fumar;
- Reduza a ingestão de sal;
- O paciente também deve ter cuidado na hora de praticar atividades físicas. Esportes de contato que eventualmente rompam os cistos por trauma direto (futebol de campo e de salão, judô, etc.); devem ser evitados.
- Complicações possíveis
Uma complicação frequente da doença renal policística é que os cistos maiores podem romper levando ao aparecimento de sangue na urina, que pode assustar, mas geralmente são autolimitados. Isso significa que o repouso e hidratação geralmente fazem ceder o sangramento.
Os pacientes com doença renal policística podem ter episódios de infecção na urina, que devem ser reconhecidos precocemente para que não causem danos ainda maiores do que aqueles já existentes na estrutura dos rins. Além disso, os pacientes têm maior frequência de pedras (cálculos renais), que devem ser evitados com acompanhamento médico especializado.
A pressão arterial tende a subir e quase 2/3 dos portadores de doença renal policística tem hipertensão. O controle da pressão é fundamental para que os rins não sofram as consequências de mais esta complicação.
Juntando as alterações na estrutura pela presença dos cistos, mais as infecções urinárias, os cálculos renais e o aumento da pressão arterial fica fácil entender porque os rins podem ir perdendo parte de sua função chegando até ser preciso substituir suas funções com diálise. Este estágio de doença costuma acontecer geralmente após os 60 anos de idade.
Os cistos podem estar presentes em outros locais como fígado, ovários e pâncreas. Pacientes com doença renal policística e histórico de dor de cabeça podem ter aneurisma cerebral (uma dilatação em vaso cerebral) por má formação. Doença diverticular do intestino e alterações nas válvulas cardíacas também tem associação com doença renal policística.
- Prevenção
Como trata-se de uma doença hereditária, a doença renal policística não pode ser prevenida.
A doença renal policística do adulto é uma desordem genética de caráter autossômico dominante, caracterizada por progressivo
ResponderExcluirdesenvolvimento e crescimento de cistos renais, que culminam com a falência renal terminal na meia-idade. Outras manifestações
clínicas associadas incluem cistos hepáticos e pancreáticos, hipertensão, aneurismas cerebrais e defeitos cardiovasculares. Aspectos
celulares e moleculares dos mecanismos de cistogênese envolvem proliferação e apoptose celular, remodelamento da matriz extracelular,
secreção e acúmulo de fluidos. Conhecida como uma das nefropatologias hereditárias
monogênicas mais comuns que afetam os humanos, a
autosomal dominant polycystic kidney disease (ADPKD)
tem uma prevalência de 1/400 a 1/1.000 . Estima-se que,
no mundo, cerca de 12,5 milhões de pessoas sofram dessa
doença, independentemente de sexo, idade, raça ou origem
étnica.
Só nos EUA, são mais de 600.000 pacientes, sendo
considerada a quarta causa de falência renal, levando 5%
dessa população à diálise e conseqüente transplante renal
Em estudos realizados em uma população de 975
adultos, 75 deles apresentavam ADPKD como primeira
causa de falência renal crônica, correspondendo a 7,6% de
pacientes em diálise na cidade de Porto Alegre, Região Sul
do Brasil .
A ADPKD é ainda responsável por 6 a 9% de casos
de doença renal em estágio terminal na América do Norte e
Europa. Agentes terapêuticos para hipertensão, como inibidores
da enzima conversora de angiotensina (ECA), reduzem
a pressão sangüínea e a resistência vascular renal.
Devido a esses efeitos na hemodinâmica renal, inibidores
da ECA são válidos especialmente na fase inicial, sendo
que a função renal deve ser constantemente monitorada
para detectar qualquer declínio ao longo do curso da doença. É de fundamental importância conhecer o gene ADPKD para ajudar no combate a doença, outro ponto esta relacionado à atividade física relacionados para esse tipo de paciente, como foi citado no post
Ótimo post e muito interessante também, já que a maioria das pessoas só descobre a doença por acaso ou em exames de rotina como o ultrassom abdominal, que podem facilmente identificar a existência de múltiplos cistos nos rins e que apesar de ser uma doença hereditária, é também silenciosa, podendo vir a ser descoberta só no seu estagio mais avançado, que como foi falado no post, são quando os sintomas aparecem sendo eles: dor nas costas, na região lombar; dor no abdômen; sangue na urina e urina excessiva a noite. Pacientes com rins policísticos também podem desenvolver cistos em outros órgãos, como fígado e o pâncreas, nos quais não costuma causar maiores problemas.
ResponderExcluirA doença policística renal hereditária é definida como compondo doença de rim policístico autossômico recessivo ( ARPKD ) e doença de rim policístico autossômico dominante ( ADPKD ). Essas duas doenças precisam ser distinguidas da outras afecções hereditária ou não hereditária que também apresentam cistos renais. A ADPKD é uma das doenças monogencias mais comuns com incidencia de 1 em 700 individuos com necessidade de hemodialise ou transplante renal, ja á ARPKD é mais rara com incidencia de 1 em 20.000 indivíduos. Em relação a descoberta dessa doença em fetos e neonatos com suspeita de ARPKD o primeiro exame é o ultrassonográfico, alem disso, os rins com os tamanhos aumentados e hiperecogenicidades são achados comuns nesse exame de rotina, mas é essencial levantar o histórico familiar do paciente, mas na ausência de outras malformações, o diagnostico permanece sendo ARPKD ou ADPKD.
ResponderExcluirComo bem expôs o blog, a doença renal policística não pode ser evitada, isso, por ser uma doença que é transmitida hereditariamente, de pai pra filho.
ResponderExcluirEla não pode ser tratada, o que se pode fazer é passar a ter alguns cuidados ara que o quadro não se agrave, tais como, não ingerir bebidas alcoolicas, não fumar, reduzir a ingestão de sal e? Ter cuidado no momento de praticar atividades físicas, sendo que, esportes de contato, como o futebol, rugby, futsal, entre outros, podem levar ao rompimento dos cistos, o que seria muito ruim.
No que diz respeito ao exercício, a escolha da atividade é um fator importantíssimo, uma vez que, como já foi mencionado, dependendo de variáveis como intensidade e volume do exercício os rins do individuo podem sofrer alguns danos por conta da fragilidade promovida pelos cistos, podendo ocorrer sangramentos por exemplo.
O perigo da ocorrencia de um evento como esse existe, porém, manter-se ativo é necessário a todos, para que todos possam gozar dos benefícios provindos do exercício. Sendo bem orientado por um profissional de Educação Física, antecedido pela passagem do sujeito por um médico, observando as variáveis, a atividade física só tem a beneficiar quem a pratica.
Nesse sentido, o mais indicado seria a prática de exercícios de baixa intensidade, uma caminhada, andar de bicicleta (ergométrica ou na rua mesmo), nadar, algumas modalidades de ginástica etc.
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ResponderExcluirGRUPO 05- Anne, Alessandro, Mariane, Rafaely (ELA).
ResponderExcluirEm sua maioria é hereditária e todos os parentes próximos de um paciente com essa enfermidade devem ser investigados e realizar exames pelo fato da taxa de transmissão por hereditariedade ser tão alta, essa doença acaba substituindo o tecido normal dos rins por cistos cheios de liquido, frágeis que podem ocasionar sangramentos, ela apresenta diversos sintomas bem específicos e de fácil detecção ela não apresenta tratamento especifico apenas a utilização de alguns medicamentos como forma de controle e prevenção de complicações como o aumento da pressão arterial que pode desencadear problemas e sintomas como a perda de apetite, vômito, fadiga e sem o tratamento adequado o acumulo de toxinas no sangue pode levar ao coma, convulsões e até a morte. A atividade pode ajudar a manter uma boa condição física e ajudar ainda mais na manutenção da saúde desses indivíduos eles devem comer adequadamente, não fumar, não consumir bebidas alcoólicas, atividades como caminhar, nadar, andar de bicicleta são as mais recomendadas é preciso um acompanhamento constante de um medico para manter a doença de forma mais controlada possível.